Barradas no Baile - A Saga da volta para o Canadá negada


Bom, acabei de retornar da minha primeira viagem ao Canadá. Pesquisei na internet e vi que para chegar de avião, brasileiros que já possuem visto americano valido, podiam pegar o eTA (autorização de viagem eletrônica) que é uma espécie de “visto” que você tira online. A vantagem do eTA é que é mais rápido (em 5 minutos eu já tinha a aprovação no meu e-mail), é mais barato (bem mais barato, apenas 7 dolares canadenses) e você pode tirar sozinho do conforto da sua casa. Fiz uma pesquisa para saber se tinha alguma outra restrição ao uso do eTA além dessa exigência do visto. E foi então que me deparei com uma informação importante que muitos sites não se preocuparam em anunciar quando saiu essa novidade: o eTA é válido APENAS para quem vai entrar no Canadá por via AÉREA. Se você pretende entrar lá de carro, trem, ônibus, navio, você precisa tirar o visto normal.

Bom... e ai fiquei com uma dúvida: minha primeira entrada no Canadá seria sim com um voo para lá... MASSS... eu estava pretendendo ir até Seattle nos EUA, que é fronteira, de trem, e voltar.O que eu fiz então ?! Mandei um e-mail para o consulado canadense. A resposta foi: se a sua primeira entrada no país for por via aérea, o eTA e passaporte válidos são suficiente.

Então, tendo uma informação oficial do consulado, não me preocupei em tirar o visto regular. Mesmo assim, assim que cheguei no Canadá e fui passar na imigração, eu perguntei à oficial que me atendeu “nós pretendemos ir e voltar a Seattle de trem, mas só temos o eTA, tem algum problema?”. A resposta foi “no, don’t worry about that”, que em português seria “se joga, minha filha”! Fiquei mais tranquila, afinal, além do consulado do Canadá em SP, a oficial de imigração no aeroporto tinha dado a mesma informação de que isso não seria um problema. Pois então, com passagens de trem compradas, fui a Seattle sem qualquer problema. Ir de trem foi ótimo, uma vista linda da costa... bancos confortáveis, vagão-restaurante..


Vi pela janela uma fila ENORME de carro pra atravessar a fronteira e o trem passa direto.

Alguns oficiais sobem no trem e vão olhando seus documentos enquanto você nem sai do seu lugar.Até ai foi tudo ótimo.


Na hora de voltar, fui para a estação, despachei as malas... e fiquei aguardando a hora do embarque.Quando começou o embarque entrei na fila, e, quando chegou minha vez o susto: “sra, não posso deixar vocês embarcarem com o eTA, isso é só para entrada via aérea “.

OQUEEEEE? O queeee? COMO ASSIM?!? Ce vai me por nesse trem, SEU LAZAREEENTO! MXLLS


Ao lado o lazarento que não me deixou embarcar kkkkk

Foi o que eu pensei, mas claro que tentei argumentar decentemente. rs Brincadeiras a parte, o coitado só estava seguindo as ordens dele. No final ele disse que ia conversar com os oficiais canadenses pois isso vinha acontecido com frequência com brasileiros. Ou estamos tendo informações erradas, ou existe alguma falha na comunicação entre as autoridades Canadenses e Americanas sobre a questão!

Enfim, eu disse “eu sei que é pra via aérea, mas é que eu estava antes no Canadá, entrei por via aérea... vim pra cá e antes de vir eu perguntei e eles me informaram que não tinha problema usar o eTA por via terrestre, uma vez que a primeira entrada foi por avião”. Não adiantou. O homem (que era americano) me disse que ele não estava autorizado a deixar ninguém embarcar com eTA, por que o trem passa direto pela fronteira e eles não tem tecnologia para verificar se o eTA é verdadeiro. Que o que eu poderia fazer era ir pro aeroporto comprar uma passagem (que seria caríssima, em cima da hora) ou então tentar ir de ônibus pra VER SEEE o oficial da fronteira permitiria a entrada. Para ir de ônibus tinhamos que pagar 16 dolares a mais... e esperar mais duas horas na estação.

Quase surtei de raiva! Quase não. Dei uma surtada leve. Rs Por que eu perguntei com antecedência, não só uma, como duas vezes... e ninguém me falou isso, pelo contrário! Só ficava vendo na minha cabeça um filme da oficial “don’t worry about that”. É uma m*#%@ esses imprevistos, por que podem acarretar em prejuízos financeiros, além de outras dores de cabeça. Se eu não conseguisse atravessar de ônibus, seria uma noite perdida de hospedagem no Canadá, uma noite a mais em Seattle, uma passagem de avião em cima da hora... e meu voo saia do Canadá no dia seguinte pro Rio. Então ainda tinha o risco de não pegar o voo pra casa.


Eu procuro sempre me preparar pra tudo e pesquisar direitinho os lugares que eu vou visitar, o que eu preciso em cada um desses lugares, em termos de visto, documento, vacinação, tudo... e ai, mesmo tendo perguntado e pesquisado, isso me aconteceu!Primeiro sentimento foi de raiva, mas é algo que não ia me levar a lugar nenhum. Tentei me acalmar, pensando que ia tudo dar certo, que na pior das hipóteses eu comprava um voo pra lá, que de repente o seguro viagem poderia me ajudar... enfim. Tentei encarar esse perrengue da melhor forma possível e acabei achando graça da situação depois. No final, quando chegou o ônibus pra atravessar, tinha vários brasileiros na mesma situação. O ônibus, gente, era HORRÍVEL! Fiquei imaginando que parecia que eu era uma mexicana ilegal atravessando a fronteira com uma galinha embaixo do braço! 😂 O ônibus era muito velho, não tinha nada ... o ar mal funcionava, o banco era desconfortável, sem espaço pra perna, mal reclinava, o ar condicionado não gelava... não tinha tomada, nada. Tipo “cata-corno” mesmo.Terrível. Experiência muito diferente do que a ida de trem! Hahaha


No final, o ônibus parou na fronteira, todos tivemos que descer, pegar nossas malas... desci com minha galinha debaixo do braço e fui pra fila. O agente da imigração perguntou se eu tinha minha passagem pra provar que minha primeira entrada tinha sido de avião (o que eu tinha, tanto no e-mail quanto impressa), mostrei e ele deixou a gente passar sem problemas. E aí tudo deu certo! UFA! ao Canadá de volta, para dormir (chegamos já 00:30 no hotel por causa disso) e embarcar pro Brasil no dia seguinte!

Planejando a próxima trip?

Seguro Viagem:

SEGUROS PROMO 

Chip Internacional:

BRASIL ROAMING

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Camila Almeida

Psicóloga e Viajante